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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Adeus Bahia!


Adeus Bahia! 

Nosso ônibus corria, sim, corria,
A minha alma em tristezas mergulhava
Enquanto lá bem longe se ocultava
A plúmbea silhueta da Bahia.

A minha alma chorou porque doía
Aquele adeus que a todos maltratava,
Meu coração trancou-se porque amava
A terra feiticeira da Bahia.

Adeus, Bahia, terra de Iaiá,
De Ioiô, do caruru, do vatapá,
Terra do canjerê, do candomblé,
Cidade do abará, do acarajé.

Ao Senhor do Bonfim vou implorar
E a ti, divina terra, hei de voltar.

Bahia, 9/9/1950
José Siebra

terça-feira, 19 de julho de 2016

Saudades



 Saudades

(à minha esposa e filhos)

É muito boa a terra da Bahia,
É lindo o panorama, é boa a gente,
Tudo me agrada, mas não sai da mente
Dos meus esta lembrança, noite e dia.

É belo tudo o que vejo na frente,
Nos céus, no mar, nas ruas da Bahia,
Mas no meu riso, ao ver, ninguém diria
Que n'alma estou sofrendo dor pungente.

Da esposa e dos filhinhos não me esqueço,
Nas águas da saudade já pereço,
Desejo voltar logo ao meu rincão.

Aqui distante vou de minha terra,
Sofro estas dores que o meu peito encerra,
Pulsando de saudade o coração.

Bahia, 7-9-1950

José Siebra



terça-feira, 28 de junho de 2016

Por que tanto prego agora?

Por que tanto prego agora? 
(adaptação da música "Juazeiro", de Luiz Gonzaga)

I

Seu Demar, Seu Demar
Nos responda, por favor,
Por que tanto prego agora,
Na volta de Salvador?

Ai Seu Demar, 
Por que não houve no dia,
Ai Seu Demar,
Da saída da Bahia!...

II

Diga-nos qual o motivo
De uma baiana feiticeira
Desejar que o professor
Perdesse também a feira

III
 
Pode ter sido também 
Um feiticeiro novato
Que perdeu o prego
Na saída para o Crato.

Bahia 11/9/1950
José Siebra