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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Aliete

Aliete

 

Alada és, ó deusa vaporosa,

Lábios risonhos, faces flamejantes,

Íris de sol, de luz e de calor,

É bela a tua alma, é ardorosa,

Tens mil encantos nela fascinantes

E é nos olhos teus que encontro amor.

 

Se mergulho na tua alma, o que vejo!

Ímã de mil mistérios estonteantes.

É neles que me perco embriagado.

 

Banhando-me de luz, amo e desejo

Rasgar o véu de teus olhos faiscantes

Afundando-me neles, extasiado.

 

Crato, 26/11/1950

 

José Siebra de Oliveira

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Poema sem Título



 (Sem título)
 José Siebra de Oliveira, Crato 7/11/1950

Outros átomos de luz, outras gotinhas
Mais três enfim que caem do infinito
Na vida, grande bloco de granito,
Zé Aderson, Eduardo e Stelinha.

De todos eles sua alma é uma estrelinha,
Em seus olhos tão puros, quando os fito,
Um mundo de belezas infinito
De cada um eu vejo na sua alminha.

Fazei-os, meu Deus, bem caridosos,
Bem amantes da Pátria e ardorosos
Soldados da cruz e filhos teus.

Que eles conservem sempre esta candura
Prefiro vê-los ir p'ra a sepultura
Do que com crimes Te ofenderem, ó Deus!